Apresentação

Este blog é uma tentativa de traduzir o trabalho do pensamento em palavra escrita, com direito a falhas, equívocos e perdões.
Obrigado aos que tiveram o trabalho de dedicar sua atenção!

Perfil

Marcos Kayser é filósofo e empresário. Escreveu o livro O Paradoxo do Desejo, com prefácio de Márcia Tiburi, onde busca investigar a "mecânica do desejo nas relações de poder", e o livro Quando Tamanho não é documento, contando a história da gestão da TCA, empresa da qual é um dos fundadores e foi vencedora do Prêmio Nacional de Inovação. Idealizador do Scopi, software líder de mercado, que tem como objetivo ajudar as organizações a criarem a cultura do planejamento.

Conheça o Scopi
Obras do Autor
Buscar

Meus 10 madamentos

  1. Conhecer: Aprender sobre mim mesmo e o outro. Desvendar os próprios mistérios, desejos e medos, sabendo que jamais conheceremos totalmente.
  2. Amar: Amar a mim, com todas as minhas falhas e amar quem merece o meu amor. (eros, philia e agapê).
  3. Cuidar: Cuidar do corpo, da alma, do dinheiro e das relações que tenho. Não ir além, nem ficar aquém. Respeitar os limites. Encontrar o justo meio.
  4. Sonhar: Almejar algo que para mim faz muito sentido, mesmo que seja difícil e esteja distante.
  5. Escolher: Fazer as escolhas com a consciência de que nem tudo que queremos podemos e devemos. Saber que em toda escolha ganhamos e perdemos.
  6. Acreditar: Confiar em mim e naquilo que depende de mim. Confiar em quem merece confiança. Confiar no tempo, o que significa ter paciência.
  7. Planejar: Pensar no contexto onde vivo, para então definir onde quero ir, quando e como. Planejar para ganhar o tempo que falta por causa da falta de planejamento.
  8. Produzir: Criar, investir e fazer algo que dê prazer e ajude o mundo ser melhor. Quem sabe, se tornar um artista, cuja obra de arte pode ser o próprio trabalho.
  9. Superar: Admitir os fracassos, tolerar as frustrações, vencer os medos e aceitar as perdas. Tudo flui e tudo tem seu contrário, assim, a dor tem seus dias contados.
  10. Gozar: Relaxar a ponto de ter tempo para ler um bom livro, filosofar, escutar boa música, caminhar, ver um bom filme, jogar, viajar, brincar e rir de si e da vida que leva.

Iguais e desiguais

Os seres humanos, na condição de indivíduos, possuem aspectos de sua personalidade que os tornam desiguais. Dá para dizer que somos desiguais por natureza. Nascemos desiguais, mas, a natureza, com sua inteligência e beleza, se incumbe de compensar. Todos temos qualidades, habilidades, competências. Tenho uma qualidade que o outro não tem e, ao mesmo tempo, não tenho uma qualidade que o outro tem. Isso, se não iguala, nos aproxima. Se por um lado somos desiguais de fato, por outro devemos ser iguais de direito. Promover esta igualdade de direito compete a sociedade que, dentre suas obrigações, está a de preservar o maior dos direitos, o direito de viver com dignidade, pressupondo oportunidades. Na prática não é assim. Vivemos uma sociedade de desiguais em matéria de direito. Se olharmos para o Brasil, a desigualdade é escancarada e excludente. As próprias leis, que deveriam ter na base a igualdade, desigualam e distanciam um dos outros. Vejam o que é o auxílio moradia previsto em lei. Uma pessoa que recebe um salário superior a 30 mil reais precisa receber ajuda de aluguel? Ainda somos o país da senzala, dos senhores e dos escravos. Como mostram as estatísticas, o Brasil tem uma das maiores desigualdades do mundo e isso vem desde a nossa colonização. Particularmente, penso que a maior fonte de desigualdades reside na educação. Educação que, vai além de replicar conteúdo, ensine a pensar, criar e respeitar o outro. Há crianças que nascem com a perspectiva de cursar uma Universidade e temos aquelas que nascem sem perspectiva de terminar o ensino fundamental. A existência do ensino público e privado já é um sinal de desigualdade. Resultado, num mundo capitalista, onde só temos lugar ao sol com dinheiro, aquele que estuda menos terá muito menos oportunidades de acessar aos bens de consumo que inundam nossas redes sociais. Uma das consequências imediatas desta desigualdade é a violência. O que pensa aquele que não tem dinheiro pra comprar uma bicicleta daquele que circula pela cidade com uma BMW (por favor, não me levem a mal quem tem BMW, kkkk)? O que pensa aquele que, na melhor das hipóteses, se um dia conseguir se aposentar, irá receber um salário mínimo, daquele servidor público que se aposenta aos 50 anos com uma aposentadoria na faixa dos 20 mil reais? A coexistência de leis que garantem privilégios a uma minoria e a falta de boas políticas públicas vão continuar deixando o Brasil cada vez mais desigual e violento.

Por que ficar aqui?

“Nada no mundo vale que nos afastemos daquilo que amamos. E, contudo, também eu me afasto, sem que possa saber porquê”. Esta frase de Camus serve para pensar as relações amorosas, seja na esfera privada, seja na pública. Tempo de liquidez, como Baumann diz, onde até o amor virou água. Pobre dos apegados, dentre os quais me incluo, que ainda buscam justificativas para ficar vivendo neste país. País injusto, que não reconhece o amor que sinto por ele, me rejeita e me faz sentir um estrangeiro. De pouco tempo para cá, tenho pensado em fazer as malas (“Eu me sinto um estrangeiro. Passageiro de algum trem. Que não passa por aqui. Que não passa de ilusão…”). Chego a me desconhecer. Imagino os que me conhecem. Por muitas vezes tentei convencer a ficar os desengajados (desapegados), que falavam não ver a hora de partir. Atualmente, não me arrisco convencer ninguém. Já me basta tentar convencer a a mim mesmo. Não sou eu que não quero, é o Brasil quem não me quer. Ele sabe que gosto de organização e o que encontro? Desorganização. Parece uma provocação. A ordem, no seu sentido mais amplo, produz coisas boas e traz beleza estética à vida. Eu gosto do belo e quem não gosta? Quem viaja para países considerados do primeiro mundo, destaca a organização como uma das primeiras virtudes a serem percebidas, junto da educação. Ambas andam juntas. A boa educação produz organização. Só não gosta de organização quem se aproveita da desordem. A política opera nesta lógica e alguns outros setores da economia também. Os desorganizados são presas fáceis. Os bancos vibram com aqueles que não conseguem organizar as suas finanças e precisam recorrer a empréstimos, pagando altas taxas de juros. O Brasil é sujo sob o viés estético. Vejam as ruas das cidades, as estradas, os prédios públicos, especialmente os mais antigos, e vai piorar porque os governos estão quebrados. As estruturas vão se deteriorando e carecem de manutenção. Não se planejaram para o longo prazo. O Brasil é sujo sob o viés ético. Vejam a corrupção. Toda a licitação tem seu preço e não baixa dos milhões. Mas um dia vai melhorar. Nós, sociedade, temos que nos organizar. Eu pensava assim há bem pouco tempo. Por dez anos me dediquei a um movimento que tentou planejar, envolver a comunidade, eleger prioridades e ajudar prefeitos a organizar suas cidades, em suas áreas mais fundamentais: educação, saúde, segurança, meio ambiente, desenvolvimento econômico. Morreu porque o brasileiro ainda está educado na cultura do “pão e circo”. Não aprendeu que para conquistar coisas melhores e alçar voos maiores é preciso um envolvimento muito superior. O prazer não se produz sem a dor. Todo o país que hoje nos atrai pela sua organização viveu uma revolução. Somos ainda crianças mimadas e mal educadas, enquanto cidadãos. Vivemos a ilusão de que dias melhores virão, afinal, Deus é brasileiro. Ironia do destino, acho que só aqueles que partiram ou pensam em partir podem salvar este país. Como? É tema de outra conversa. Cabe a uma minoria (des)iludida tomar a decisão. “Amar uma pessoa significa querer envelhecer com ela”. Camus de novo para ajudar os que já experimentaram o amor por alguém, para além do amor próprio, e vão ficando por aqui, mesmo tendo condições de partir.

É dia do Professor

Hoje é dia do professor. A minha mãe, dna. Mary, era professora. Professora muito braba, mas muito querida e respeitada. Minhas queridas tias, tia Mairy e tia Branca, também eram professoras. Nasci no mundo da professorada. Dna Zelia, dna Dula, dna Zênia, as professoras do ensino primário, hoje ensino fundamental, ficaram registradas na memória. Talvez porque elas assumiam um papel de segunda mãe, aquela que ensina, corrigi e também dá amor. Também jamais me esquecerei do mestre Bauer e tantos outros. Professor que na época tinha status de doutor. Hoje o status decaiu e o vínculo com o professor se perdeu. Reflexo de uma sociedade diferente, onde as pessoas estão mais distantes uma das outras, mesmo aqueles que tem mais de mil seguidores nas redes sociais. É um mundo hiper conectado, mas super desintegrado, por mais paradoxal que pareça. Mais virtual e menos real. Confiamos menos uns nos outros e menos ainda nas instituições. Na época da minha mãe e das minhas tias, isso aconteceu a 50 anos atrás, o status era outro e o reconhecimento financeiro também. Um professor conseguia ganhar o suficiente para construir a sua casa própria. A formação também era outra e tinha estrita relação com vocação. Atualmente, tanto o professor, como o aluno beiram a frustração. O aluno criança ainda suporta ir à escola, enquanto lá brinca nos anos iniciais. Depois da 5ª série, quando o vínculo perde força porque não há mais a dedicação exclusiva de um só professor, se inicia o processo de desencantamento geral. Dizem que a escola precisa se reinventar. Acho isso muito bonito, mas acho também que esta reinvenção pode começar por fazer menos e melhor, mais profundidade e menos superficialidade. Partindo do pressuposto que não dá para ensinar tudo e que a escola pode fazer escolhas, junto com os pais, aos meus amigos professores, dentre os quais o amigo Ismael, já dei a minha opinião. Acho que teríamos um Brasil melhor se a escola ensinasse com excelência 4 disciplinas: Português (literatura junto). Matemática, Filosofia e Educação Física. Talvez eu acrescentaria mais uma: Empreendedorismo. O resto tá na Internet. É uma provocação em que me apóio numa teórica simplicidade para enfrentar a complexidade do mundo. Do jeito que a coisa vai, a educação no Brasil vai nos tornar ainda mais desiguais. Parabéns ao meu amigo Ronald pela coragem e por tudo mais! Parabéns aos meus tantos amigos professores que ainda sonham, se preocupam com o futuro de seus “filhos” e trabalham com competência e paixão!

TCA 29 anos

Lá se vão 29 anos de TCA. Somos da época do PC XT, do Plano Collor, do fusca. Por falar em fusca, tínhamos uma frota, do branco ao abacate. Chegar aos 29 anos é motivo de grande alegria e reconhecimentos. Reconhecimento de que o tempo voa, mas não impede de realizar sonhos, mesmo num país ainda muito hostil ao empreendedorismo como é o nosso. É possível reunir pessoas em torno de um objetivo comum, para além do lucro, do qual toda empresa depende para sobreviver. Desde jovens buscamos mais do que vender tecnologia. Buscamos prestar um serviço de qualidade e estabelecer vínculos de comprometimento com nossos clientes e comunidade. Jamais deixamos a região onde atuamos ficar para trás em termos de inovação tecnológica e qualidade no atendimento. Ficamos muito felizes com o sentimento de que a TCA não é exclusividade de seus sócios e funcionários. Cada cliente tem uma participação importantíssima nesta história. É assim que sentimos o carinho que cada um têm por nossa marca. Resta agradecer, especialmente pela confiança, e continuar dando motivos para manter a nossa conexão com muita FIBRA. Um super Muito Obrigado clientes, funcionários, parceiros e nossos familiares!!!

3 soluções para a falta de engajamento

“- Está difícil engajar a minha equipe!” Esta é uma afirmação, com ares de queixa, bastante comum entre os gestores, independentemente do porte e do segmento da empresa. A falta de engajamento é um problema sério e se percebe quando os membros da equipe não cumprem com os processos previamente estabelecidos e não se preocupam em aperfeiçoá-los. Sem processo atualizado, não se tem melhoria contínua e a qualidade necessária para ganhar o mercado. A falta de engajamento também se manifesta no relaxamento que ocorre com relação às metas. Muitos nem se quer sabem ou se lembram das metas da empresa e das suas metas individuais. Enquanto alguns gestores acabam se conformando com a situação e ficam a mercê da sorte, outros não desistem e buscam adotar medidas concretas para reverter o problema. Destaco 3 procedimentos, que bem aplicados viram soluções, para conquistar o tão sonhado engajamento:

  1. Treinamento e conscientização da equipe (conhecimento) : O conhecimento sobre as metas , projetos e processos da organização é ponto de partida para que o engajamento aconteça. A equipe precisa saber o quê, o como e também o porquê.  Junto deste conhecimento, que se conquista com treinamento, vem a conscientização do papel que cada um tem e a sinergia que precisa existir entre pessoas e setores já que numa empresa e na vida como um todo um depende do outro.
  1. Acompanhamento de parte do gestor (monitoramento): Só definir as metas e ensinar os processos e os meios de alcançá-las, não basta. É preciso estar junto, líder e liderados. Estar junto significa estar disponível para ouvir e esclarecer dúvidas e, principalmente, criar uma rotina de reuniões de avaliação e implementações de melhorias, cujas decisões e encaminhamentos acontecem através do consenso, na medida em que todos sabem onde a empresa deseja chegar.
  1. Reconhecimento com participação nos resultados (motivação): Para que as pessoas estejam engajadas precisam se sentir parte importante do todo e, desta forma, motivadas. Quem não gosta de se sentir importante? Porém, para além da importância, a recompensa financeira precisa acontecer. Não basta somente elogios. Para isso, uma ótima iniciativa é implementar um programa de participação nos lucros e resultados.

Estes 3 procedimentos só terão efeito se a empresa preencher alguns requisito, dentre  os quais pessoas com o perfil adequado às atividades e um planejamento estratégico claro que traduza a sua identidade (filosofia).

Ao fim ao cabo, a falta de engajamento não é um problema da equipe, mas sim do gestor. Cabe a ele ser um bom líder e persistir na busca sem fim pelo engajamento de todos.

Dia dos pais

Dia dos pais é dia de dar aquele abraço no “velho”, apesar desse abraço ser justificável todos os dias do ano. Dia de pronunciar aquele sincero e espontâneo: pai, eu te amo! Aqueles que o pai já se foi (e quem se ama sempre vai antecipado) podem comemorar as tantas boas lembranças e, quem sabe, o consolo de terem tido um pai. Aqueles que não tiveram, como é o meu caso, saberão abraçar aquele amigo mais chegado que é pai. E os pais sem pai, quando tiverem filhos, como é o meu caso, poderão agradecê-los por darem a oportunidade de ser pai, sem nunca ter tido. Obrigado filhos por me aturarem e darem a honra de me chamarem de pai! Uma simples palavra é suficiente para suturar um corte, restaurar uma obra, encher um copo vazio. Prazer duplo pela paternidade em si e pela superação. Muitas vezes sem referência se perde a direção. No meu caso, devo ainda um super agradecimento a minha mãe: seja aonde estiver, obrigado mãe por ser tão moderna já 50 anos atrás, quando pelo teu exemplo, ao longo da nossa convivência, me ensinou a ser mãe e pai! Quanta alegria, apesar da dor que a falta traz!!!

Tem jeito

Com um certo grau de otimismo é possível pensar um Brasil melhor, um país menos corrupto, onde se respeite a Constituição, com bons níveis de qualidade em áreas essenciais como saúde, educação e segurança, a exemplo de países tidos como de primeiro mundo. Talvez um país jamais visto, mas ainda somos adolescentes. Num país presidencialista, como é o nosso, o ponto de partida é achar um presidente que de conta das reformas que temos pela frente. Podemos pensar que sozinho ninguém faz nada, mas tudo começa por aquele que manda. O chefe maior da “república”. Um líder de ilibada história, com competência e coragem. Sobre os líderes políticos que temos hoje, o descrédito impera, por isso, o sentimento de que este país não tem jeito. Particularmente, a bem pouco tempo, eu também não acreditava, mas, pensando melhor (bebendo da fonte otimista), encontrei não só uma, mas cinco opções que podem liderar o país que queremos. A primeira opção é importar o presidente Obama, que deixou a presidência dos EUA recentemente, depois de dois mandatos com uma reputação sem arranhões sobre o viés ético. A segunda é contratar o Guardiola, um técnico de futebol inovador e, ao mesmo tempo, disciplinador, que já demonstrou sua competência em conquistar grandes vitórias. A terceira, também na linha do futebol (afinal éramos o país do futebol), seria eleger o Tite como presidente, já que tem apoio de todos e, como bom estudioso, pode compensar a falta de cintura política. A quarta opção é colocarmos na presidência o Joaquim Barbosa ou o Sérgio Moro, com ambos (acho que) teríamos a chance de fazer a faxina necessária e extirpar aquela máxima de “levar vantagem em tudo”. Como estas quatro opções são totalmente improváveis, apresento a quinta. A quinta é aguardar um milagre, afinal, Deus é brasileiro e, mais cedo ou mais tarde, vai dar um jeito. Até lá, fico me perguntando: o que estou fazendo para ajudar o meu país a ser um lugar melhor para os meus filhos? Cada um pode encontrar um jeito. Marcos Kayser

Não tem jeito

Talvez seja porque já cruzei a barreira dos 50 e sabem da minha visão crítica, mas é incrível como me perguntam sobre o que vai ser de nós brasileiros com esta nossa política. Minha resposta, curta e grossa, é de que este nosso país não tem jeito. Não há nenhuma perspectiva de mudança, enquanto continuar sendo comandado por quem faz da política uma profissão, meio de sobrevivência e enriquecimento. Foram espertos ao criar um sistema muito bem arquitetado, fechado e imune a qualquer interferência da sociedade. A alta tributação que sacrifica a todos, enche os cofres do governo e financia a corrupção; a centralização dos poderes num só lugar que torna todo poderoso quem está em Brasília; o sucateamento de setores essenciais como saúde, segurança e educação; o assistencialismo como mecanismo de dependência, o pluripartidarismo como balcão de negócios, são alguns dos fundamentos do sistema. Se reduzissem os impostos, enxugassem a máquina pública, reformassem a previdência, desburocratizassem e minimizassem o Estado, privilegiassem a educação, dessem mais poder aos estados, reduzissem os partidos a uma meia dúzia, um raio de luz surgiria no final do túnel escuro em que o Brasil e nós brasileiros nos encontramos. Quando uma destas mudanças ocorrer, me avisem, por favor, pois estarei com muito prazer revendo a minha falta de expectativas. Fazer tudo isso e mais um pouco seria muito fácil, bastaria vontade política e humildade para reconhecer que chegamos ao fundo do poço (só para usar outra metáfora). Boa parte das soluções para os problemas vigentes não carecem ser inventadas, basta copiarmos modelos vencedores de países chamados de primeiro mundo, dentre os quais a Alemanha e a Suécia. E aí vem a pergunta que eu não me canso de fazer e muito me preocupa: o que será da nossa gurizada? Começo a dar o braço a torcer aos que falam que a saída é o aeroporto. Ao mesmo tempo sou um apaixonado pelo Brasil e gostaria de resistir bravamente. 

30 Ações para Salvar o Brasil

Fiz a minha lista de pedidos ao novo governo. Alguns  são polêmicos, mas não precisa fazer tudo! Um pouco já vai deixar o país mais justo e eficiente:

  1. Fim das emendas parlamentares e das verbas de gabinete
  2. Fim do foro privilegiado
  3. Fim dos ganhos complementares (privilégios como auxílio moradia) para todos os poderes
  4. Redução do número de partidos políticos para dois (situação e oposição)
  5. Obrigatoriedade de curso superior para presidente, senadores, deputados, governadores, prefeitos e vereadores
  6. Direito a uma única possibilidade de reeleição em todos os níveis
  7. Todas as eleições no mesmo ano
  8. Criação de um limite para cargos de confiança e número de ministérios e secretarias estaduais e municipais
  9. Fim da indicação política para o STJ
  10. Redução do número de municípios (limite mínimo: 5000 habitantes)
  11. Limitação de um salário mínimo de remuneração para vereadores em cidades com menos de 50.000 habitantes
  12. Concentração do maior percentual da arrecadação nos estados e municípios
  13. Centralização de todos os serviços sociais nos estados e municípios
  14. Criação do imposto sobre o lixo e redução do número dos demais impostos
  15. Limitação da carga tributária à 24% do PIB
  16. Aumento de impostos para as grandes fortunas
  17. Fim das férias de 30 dias, substituídas por 15 dias
  18. Fim da CLT, substituída por acordos entre empregadores e trabalhadores
  19. Fim da estabilidade do emprego na esfera pública
  20. Idade mínima para aposentadoria: 70 anos
  21. Policia civil e militar unificadas
  22. Permissão do porte de armas
  23. Pena de morte para crimes hediondos
  24. Fim da regressão de pena
  25. Exigência de trabalho para o preso que garanta o seu sustento
  26. Priorização das disciplinas de matemática, português, filosofia e educação física no ensino fundamental
  27. Retorno do ensino profissionalizante junto ao ensino médio
  28. Implantação de um plano de remuneração variável para professores por meritocracia
  29. Informatização plena dos órgãos públicos, incluindo o Judiciário, onde as audiências iniciais poderiam ser feitas à distância
  30. Controle da natalidade para quem recebe o bolsa família e é menor de 18 anos
Arquivos