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25Palavras escritas nem sempre conseguem expressar emoções. É por isso que, nos aplicativos de mensagens, muita gente recorre aos emojis, aquelas figuras simpáticas que retratam as mais diversas cenas. Uma imagem também pode ser muito mais prática, nos momentos de pressa – ou de preguiça.

O hábito de utilizar carinhas para externar sentimentos popularizou-se com a internet. Porém, a ideia já existia, pelo menos, desde o século XIX. Entenda a evolução dessa “linguagem”.

Os primeiros emoticons

No início, eram os emoticons. A palavra inglesa vem da aglutinação entre “emoção” e “ícone” e designa sinais gráficos criados a partir da pontuação.

O primeiro a recomendar o uso desse artifício foi o professor Scott E. Fahlman, da universidade Carnegie Mellon, de Pittsburgh (EUA). Ele estava cansado das longas discussões no fórum digital de seu departamento, muitas das quais começavam porque alguém não entendia ironias no texto de um colega.

No dia 19 de setembro de 1982, Fahlman enviou uma mensagem a seus pares e propôs a seguinte sequência de caracteres para assinalar piadas: : – )

“Leiam-na de lado”, ele disse. Em seguida, indicou que assuntos sérios poderiam vir com outro marcador: : – (

Cabe notar que autores mais antigos também imaginaram soluções parecidas. Em 1881, a revista satírica Puck aproveitou caracteres das máquinas de escrever para formar semblantes de alegria, melancolia, indiferença e surpresa.

A revista satírica Puck foi uma das precursoras na utilização dos emoticons

Já Ambrose Bierce sugeriu o “ponto de riso”, em adição às exclamações e às interrogações. Esse parêntese na horizontal, semelhante a um sorriso, denotaria uma risada abafada, sendo próprio para frases jocosas ou irônicas. Eis um exemplo assinado pelo escritor, retirado de uma coletânea publicada em 1912:

“Nosso respeitado e estimado contemporâneo , Sr. Slyvester Vierick, a quem reverenciamos por suas virtudes e invejamos por seu sucesso, irá para o inferno tão rápido quanto seus dois pés possam levá-lo.”

Também há registros de um discurso de Abraham Lincoln, proferido em 1862. Na transcrição original do The New York Times, aparece o símbolo ; ). Suspeita-se que não se tratasse de uma piscadela, mas, apenas, de um erro tipográfico.

Do emoticon ao emoji

Embora haja tantas referências históricas, pode-se dizer que foi a partir do professor Scott Fahlman que o mundo adotou os emojis como hoje os conhecemos. E a transição foi rápida.

Primeiro, surgiram variantes cada vez mais criativas dos emoticons originais: bonequinho zangado, preguiçoso, faminto, estudioso, doente, tristonho, confuso. Era possível, ainda, enviar uma rosa virtual: @}–,–

Incluir Homer Simpson na conversa, quem sabe? -(_8-(!)

Com o desenvolvimento de interfaces gráficas mais amigáveis, os programas de comunicação instantânea adotaram ícones correspondentes a cada código escrito. O padrão do rosto amarelo pegava carona na Smiley Face, símbolo da cultura hippie. Fenômeno pop desde os anos 1970, a imagem foi criada pelo artista Harvey Ball.

Em paralelo, o público japonês desenvolvia suas próprias gramáticas digitais – e sem inclinar a cabeça para interpretar as combinações de caracteres. Na Ásia, os olhos são parte importante das expressões faciais, principalmente em quadrinhos e filmes de animação. Assim, surgiram carinhas semelhantes às criaturas dos mangás: (^.^)  \(^o^)/  (>_<)

Já o termo “emoji” foi cunhado pela junção de “imagem” (e) e “personagem” (moji). A criação foi de Shigetaka Kurita, que trabalhava numa das maiores companhias japonesas de telefonia móvel.

Em 1999, as limitações da tecnologia faziam com que um e-mail enviado por celular tivesse, no máximo, 250 caracteres. Para driblar a falta de espaço, buscou-se inspiração nos gráficos da previsão do tempo e no kanji, o alfabeto de ideogramas. O resultado foi um conjunto inicial de 176 emojis para humores e hábitos cotidianos.

Quem diria: aquelas figuras de 12×12 pixels, bastante toscas para os padrões atuais de design, seriam consideradas uma revolução mundial. Hoje, fazem parte do acervo do Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova Iorque.

Quando a Apple incorporou esses elementos visuais ao iPhone, a difusão ganhou escala global. Em depoimento ao jornal britânico The Guardian, Shigetaka explica que os desenhos são ferramentas universais, transcendendo a barreira dos idiomas. Viria daí tamanha aderência.

No entanto, por terem surgido no Japão, muitos emojis representam a cultura local. É o caso do sushi, do camarão frito e até do cocô sorridente – um sinal de boa sorte, no imaginário nipônico.

Ou seja, sempre há margem para interpretações divergentes. Este emoji significa mãos em oração, mas também costuma ser utilizado como um “high five”, cumprimento informal entre duas pessoas.

Além disso, o design dos ícones pode variar, dependendo da marca do smartphone. Aí, uma expressão aparentemente positiva pode virar uma cara neutra, ou séria demais, em outro dispositivo.

Os padrões Unicode tentam organizar as discrepâncias entre as plataformas. Enquanto isso, os usuários seguem empregando emojis nos momentos em que as palavras não bastam. O importante é manter a comunicação.

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