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São 17h15. Você sai do trabalho e entra no carro. O painel aciona um dispositivo de reconhecimento facial e, somente depois disso, permite a partida. Era o dono do veículo, afinal, e não um ladrão.

No caminho para casa, o sistema de bordo avisa que a avenida está congestionada, devido a um acidente de trânsito. A própria máquina sugere uma rota alternativa, com menos movimento.

Porém, antes disso, é preciso passar no supermercado. Há uma mensagem no seu celular lembrando que o leite e os ovos estão no fim. Não foi seu filho nem a diarista que disparou o recado. Foi a própria geladeira.

Esses são exemplos de aplicação da Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês). A tecnologia consiste numa rede de sensores e conexões entre prédios, eletrodomésticos, automóveis e outros equipamentos. A ideia é que os aparatos coletem dados e se comuniquem entre si, facilitando as tarefas cotidianas.

Internet das Coisas pode alavancar a economia

No aeroporto de Congonhas, em São Paulo/SP, os crachás dos funcionários foram recentemente etiquetados com chips e emissores de radiofrequência. Os sinais, captados por 17 antenas, monitoram entrada e saída de pessoas em áreas restritas. Eis um ganho para a segurança.

O controle se estende a centenas de objetos, também. Em breve, será possível verificar a temperatura do óleo diesel e da água em reservatórios, evitando superaquecimento do maquinário.

Na hora de acionar um ônibus, para levar passageiros do avião ao terminal de desembarque, a opção será pelo que estiver mais próximo, conforme acusará o sistema. Em caso de malas extraviadas, o rastreamento da bagagem permitirá uma rápida localização dos itens perdidos. As operações ficarão mais ágeis e eficientes.

A promessa é de ganhos para a indústria, a agropecuária e a medicina. Estima-se um impacto econômico entre 50 e 200 bilhões de dólares, apenas no Brasil, em 2025. Os dados são do McKinsey Global Institute e constam num relatório apresentado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Com a IoT, estoques se automonitoram e indicam, com precisão, quando o varejista deve repor a mercadoria. Linhas de montagem podem diagnosticar falhas e necessidades de reparos – sem interferência humana. Implementos agrícolas coletam informações sobre a qualidade do solo e, assim, os produtores realizam ajustes na lavoura para elevar a produtividade.

Na área da saúde, pacientes podem medir a pressão e a taxa de glicose em casa. O aparelho, conectado à rede, envia os números a um banco de dados. Isso permite ao médico analisar o histórico e dar um prognóstico em tempo real.

Tantas possibilidades geram expectativas e otimismo em relação ao futuro próximo. No entanto, há entraves que deverão ser superados.

IoT ainda esbarra em problemas

A informática e as telecomunicações demandam linguagens universais. São esses protocolos que viabilizam a conexão entre dispositivos de marcas diferentes. Caso contrário, é preciso encontrar soluções específicas para cada sistema operacional – a exemplo do que acontece com os apps para celular Android ou iOS.

Ainda não existe um padrão estabelecido para a Internet das Coisas. Contudo, organizações como a Open Connectivity Foundation (OCF) tentam mudar o cenário.

A entidade reúne centenas de membros, entre centros de pesquisa e marcas como Intel, Microsoft, LG, Samsung, Electrolux e Canon. O objetivo é expandir o mercado e diminuir custos, a partir da adoção de códigos e especificações aplicáveis a qualquer fabricante.

Vencida a barreira da compatibilidade, a preocupação passa à segurança e à privacidade dos dados. A baixa quantidade de equipamentos inteligentes não justifica ataques de hackers nem roubos de informações. Entretanto, à medida que esses mecanismos se tornam mais populares, cresce o risco de vírus e spam.

Dick Cheney, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, chegou a desativar a função wireless de seu desfibrilador. Ele temia que o aparelho cardíaco pudesse ser reprogramado a distância, num ataque terrorista. Especialistas acham improvável, mas não descartam a hipótese.

Por fim, há o obstáculo tributário. A Federação Brasileira de Telecomunicações (Febratel), formada por prestadores de serviço do setor, afirma que o excesso de impostos impede o avanço da IoT no país. Por isso, as políticas deveriam ser revistas.

De acordo com a organização, as taxas “inviabilizam economicamente diversas aplicações da tecnologia”. Entram na soma as alíquotas referentes a Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) e Contribuição para Fomento da Radiodifusão Pública (CFRP), além de ICMS, PIS e Cofins.

Enquanto o Plano Nacional de Internet das Coisas não decola, o jeito é aguardar o desenlace das discussões. Mas, quando o futuro chegar, tanto sua casa quanto sua empresa precisarão de uma banda larga estável e veloz para usufruir desses recursos. Para isso, conte com a TCA. Conheça nossos Planos de Fibra Ótica e aproveite o melhor da internet desde já.