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Quase 24% da população do país possui alguma deficiência, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São 45 milhões de cidadãos, muitos dos quais trabalham, estudam e acessam a internet.

O World Wide Web Consortium (W3C), organização internacional que estabelece padrões para a rede, possui diretrizes para melhorar a acessibilidade dos sites. As orientações dizem respeito à programação, ao design e à produção de conteúdo para esses espaços digitais.

Pequenos detalhes fazem a diferença. Os mecanismos descritos no chamado WCAG 2.0 ajudam a tornar a web mais inteligível não só para cegos ou surdos, mas para qualquer usuário que possua alguma necessidade específica. Isso inclui da vista cansada aos tremores em função da idade, que dificultam o manuseio do mouse.

Porém, não é preciso ser desenvolvedor de páginas para se preocupar com o tema. As boas práticas se estendem a qualquer post num blog ou numa rede social. Você mesmo pode fazer sua parte pela inclusão de todos.

Confira, a seguir, dicas de acessibilidade na web.

Use descrições para as fotos

Pessoas cegas utilizam softwares leitores de tela, que transformam o conteúdo escrito dos sites em áudio. Como o recurso não se aplica às imagens, é preciso descrevê-las. A técnica também beneficia usuários com déficit de atenção, dislexia e deficiência intelectual.

A página do projeto #PraCegoVer ensina como preencher as legendas. Basicamente, relatam-se o contexto, os objetos em cena e algumas características da figura – “cartum em preto e branco”, por exemplo. A linguagem empregada é neutra, sem adjetivos.

Avalie os contrastes

Quem tem daltonismo não consegue distinguir algumas cores. Texto vermelho sobre fundo verde pode virar um grande borrão marrom. Ao apresentar gráficos ou slides numa videoconferência, utilize tons contrastantes. Eles também servem para diminuir a fadiga ocular, tornando a visualização mais agradável.

O WCAG 2.0 sugere uma relação de contraste 4,5: 1. Este serviço online ajuda na avaliação.

Compartilhe vídeos legendados

Muitos indivíduos com deficiência auditiva recorrem à leitura labial. Só que reportagens e filmes também usam voz em off, aquela narração preenchida por imagens aleatórias.  Uma solução simples é compartilhar vídeos com closed captions (legendas), mesmo que se trate de uma palestra em português.

O YouTube possui uma ferramenta de transcrição automática. Apesar dos avanços no algoritmo, a tecnologia ainda é falha. Por isso, caso você faça upload de algum vídeo na plataforma, invista uns minutos para editar e corrigir o texto.

Prefira frases curtas

Os manuais de redação sugerem recorrer a frases em ordem direta, com períodos curtos. Esse é um ensinamento básico das faculdades de Jornalismo ou Publicidade. Não se trata de simplificar o conteúdo, mas de facilitar a compreensão. Pacientes com dislexia e paralisia cerebral, entre outros, agradecem.

Dê espaço aos parágrafos

Escreva o textão que quiser, mas dê um “enter” a cada duas ou três linhas. A divisão em pequenos parágrafos facilita a vida de qualquer leitor. Idosos e pessoas com baixa visão precisam ampliar o tamanho da fonte com frequência. Blocos menores de texto, então, proporcionam alívio entre um trecho e outro do post.

Selecione elementos gráficos seguros

Cores vibrantes e luzes que piscam podem desencadear ataques epiléticos. Já o Parallax, técnica de web design que cria noção de profundidade usando figuras em movimento, costuma agravar quadros de labirintite. Pense nisso, ao escolher o layout do seu novo blog.

Não troque O por X

Em nome da igualdade de gênero, há quem prefira substituir palavras de caráter masculino por variantes neutras. Assim, “todos” vira “todxs” ou “tod@s”. Ocorre que essa troca de caracteres prejudica o trabalho dos softwares leitores de tela. Pessoas com transtornos de aprendizagem também podem se confundir.

Ou seja, se há homens e mulheres no grupo e você se incomoda com a linguagem empregada, recorra a expressões inalteráveis: “o povo”, “a população”, “nossa turma”, “esta gente”.

Utilize a terminologia correta

Deficiência não é doença. Condição física não se porta, pois não é algo que alguém carregue e solte quando bem entender. Usar closed captions ou ler em braile não torna um sujeito incapaz, tampouco especial.

Ao se referir a pessoas com deficiência, evite termos pejorativos como “doente”, “aleijado” e “retardado”. Fuja, também, do extremo oposto. Usar “portador de necessidades especiais” é incorreto. Seja simples: “pessoa com deficiência física”, “pessoa com deficiência intelectual” e por aí vai.

Saiba mais na cartilha Dicas de Convivência com Pessoas com Deficiência, publicada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.

Esses cuidados colaboram para tornar a web mais amigável a uma expressiva parcela da população. Aí, todo mundo consegue estudar, informar-se e trocar mensagens com os amigos.

Gostou das dicas de acessibilidade na web? Conheça também os Planos de Fibra Ótica da TCA. Afinal, nada melhor do que uma conexão estável e veloz para aproveitar o melhor da internet, não é mesmo?